
Discutir o tratamento das doenças raras e a participação das várias profissões da Saúde. Este foi o objetivo da “1a Jornada Multidisciplinar As Síndromes Genéticas e Como Tratá-las”, realizada pela Liga de Estudantes de Fisioterapia Neurofuncional, no Centro de Simulações do campus Lagarto. O evento contou com a participação da diretora do campus, Adriana Carvalho, do professor do Departamento de Medicina Emerson Santana, do professor da Unit Felipe Cerqueira, e do fonoaudiólogo Djalma Silva.
O professor Emerson Santana atua na área de Genética e explica que uma doença pode ser considerada rara quando a proporção é de 1/2000 pessoas. “Nós temos aqui em Lagarto o único atendimento genético do estado. Estamos vendo gente fazendo o caminho inverso: vindo da capital para se tratar no interior. Só em Aracaju, por exemplo, são cerca de 36 mil pessoas com doenças raras”, pontua.
Uma dessas portadoras de doenças raras é a diretora do campus, Adriana Carvalho, com Síndrome de Ehrles-Danos. Ela explicou a convivência com a doença, o tratamento e a rotina de exercícios físicos”, observa.
A coordenadora da Liga, professora Sheila Schneiberg, explica a escolha da temática do evento. “Como essa foi a primeira Jornada, procuramos abordar um tema que permitisse uma abordagem multidisciplinar. E esse é o caso das síndromes genéticas, que precisam de vários tipos de profissionais e têm uma concentração grande em Sergipe”, explica.
A presidente da Liga, Michelly Souza, do quinto ciclo de Fisioterapia, explica que a organização do evento foi uma etapa importante para os participantes. “Foi um desafio encontrar profissionais de várias áreas para falar sobre o assunto e formar as mesas. A gente trouxe um assunto que vai fazer com que os alunos ganhem aprendizado”, finaliza.