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Evento discute trabalhos de inclusão no Brasil e em Moçambique
Professor moçambicano pesquisa inclusão por meio do esporte
Unidos pela língua portuguesa, Brasil e Moçambique tem diferentes índices econômicos, demográficos e realidades distintas. Alguns preocupações são, no entanto, comuns entre docentes dos dois países. A inclusão é o tema de pesquisa do professor Vicente Tembe, de Maputo, e da Liga Acadêmica de Saúde Mental, Inclusão e Cidadania da População Quilombola e Sociedades Tradicionais (Lasmic), iniciada em janeiro deste ano. Para debater a afinidade nos temas, abordados sobre perspectivas diversas, foi realizado virtualmente o evento A Luta Antimanicomial e o Processo de Inclusão, no último dia 18, que contou também com a assistente social Celma Rufino e o professor de História Júlio César.
Enquanto a Liga trabalha a inclusão e saúde mental das comunidades quilombolas, o trabalho do professor moçambicano é voltado para a inclusão por meio do esporte. O docente afirma ter se emocionado com as falas realizadas pelos pesquisadores e profissionais brasileiros. "Eu tinha preparado uma apresentação mais voltada para o esporte, mas os colegas falaram de forma tão bonita sobre as vivências que percebi que poderia contribuir trazendo algumas experiências aqui de Moçambique", observa.
Além da pesquisa, o professor Vicente relatou a inclusão que testemunhou desde criança na aldeia em que viveu e fez um paralelo com a temática da Liga. "Eu percebo que no Brasil há uma grande preocupação com questões de ancestralidade, sobre resgates históricos e acho inspirador porque também precisamos valorizar mais essa questão em nossas pesquisas.
Esse não é o primeiro vínculo do docente com o Brasil. Alguns orientandos de doutorado do professor realizaram vivências em universidades brasileiras, como a Universidade de São Paulo. O professor Vicente também já fez, antes da pandemia, uma pesquisa em parceria com a Universidade Federal do Maranhão e teve contato com comunidades do estado. A intenção da Lasmic é receber o docente no campus Lagarto, em um momento pós-pandemia.
Ana Laura Farias
Campus Lagarto
Atualizado em: Seg, 31 de maio de 2021, 13:01
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