Sex, 13 de março de 2026, 13:58

Campus da UFS em Lagarto completa 15 anos e consolida polo de saúde no interior sergipano
Com mais de 2.700 profissionais formados e infraestrutura em expansão, unidade celebra impacto na inclusão acadêmica e redução da evasão.
Campus Professor Antônio Garcia Filho localizado em Lagarto-SE (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)
Campus Professor Antônio Garcia Filho localizado em Lagarto-SE (Foto: Adilson Andrade/Ascom UFS)

O campus Lagarto completou 15 anos neste sábado (14). O campus de saúde no interior de Sergipe já formou cerca de 2700 egressos, nos cursos de Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina, Nutrição, Odontologia e Terapia Ocupacional, com metodologias ativas de ensino.

A trajetória do campus Lagarto iniciou em instalação temporária na escola Sílvio Romero, no centro de Lagarto, em um espaço cedido pela Prefeitura, em 2011. Quatro anos depois, o campus passou a funcionar na sede definitiva, com três prédios: Bilag, Vivência e Departamental. Em 2016, a Clínica Escola de Odontologia entrou em funcionamento e em 2018 o Centro de Simulações e Práticas foi inaugurado.


Diretor Makson Oliveira e vice-diretor Luis Felipe Souza. Foto: Pedro Ramos/Ascom UFS/Arquivo
Diretor Makson Oliveira e vice-diretor Luis Felipe Souza. Foto: Pedro Ramos/Ascom UFS/Arquivo

O diretor Makson Oliveira integra o campus desde 2015 (somando o tempo de professor substituto e docente efetivo) e acredita que o espaço passou por muitas transformações estruturais e também acadêmicas.

“Foram muitas mudanças, não só na estrutura física, mas também de conquistas, isso é mostrado na inserção dos nossos egressos na rede de saúde de Lagarto, nos prêmios de pesquisa, na melhora dos desempenhos e índices. E tudo isso é feito com as metodologias ativas, que reforçam ainda mais o protagonismo dos alunos“, pontua. Em 2025, o campus Lagarto reduziu o índice de evasão, chegando a 1,8%, segundo o diretor.

O vice-diretor, professor Luis Felipe Souza, acredita que a presença do campus é um fator essencial para a inclusão do Centro-Sul sergipano. “Muitos dos nossos alunos não conseguiriam estar na Universidade se não fosse pela presença do campus no interior”, avalia.

O diretor Makson Oliveira e o vice-diretor Luis Felipe Souza concordam que a humanização do campus vai além do ensino e passa também pelo ambiente de trabalho e convivência. “Muitas das coisas que conseguimos ao longo do tempo foi por termos uma equipe de docentes, servidores técnicos e funcionários terceirizados que vestiram a camisa do campus ”, pontua Luis Felipe. “Sem isso, sem o esforço diário e a dedicação de todo nosso pessoal nenhum dos avanços teria sido possível”, explica o diretor Makson Oliveira.


Márcia Santos é funcionária terceirizada. Foto: Ana Laura Farias/Campus Lagarto
Márcia Santos é funcionária terceirizada. Foto: Ana Laura Farias/Campus Lagarto

Quem vivencia a realidade do campus reforça esse pensamento. É o caso da funcionária terceirizada Márcia Santos. Ao longo de dez anos de trabalho no campus. Márcia é conhecida por estabelecer uma relação próxima com os alunos de todos os cursos. “É um campus muito humano, um lugar muito bom de trabalhar. Acho que o diálogo direto entre toda a comunidade acadêmica é um diferencial daqui e isso faz diferença no cotidiano “, avalia.


John Wallace é servidor técnico. Foto: Ana Laura Farias/Campus Lagarto
John Wallace é servidor técnico. Foto: Ana Laura Farias/Campus Lagarto

No campus há sete anos, o servidor técnico Jon Wallace destaca a importância do campus para Lagarto. “No meu caso, foi a dupla realização de um sonho: ser servidor público e poder contribuir com meu trabalho e também, enquanto cidadão de Lagarto, ver como a cidade se transformou com a chegada do campus”, observa.

Ana Laura Farias - Campus Lagarto


Atualizado em: Sex, 13 de março de 2026, 18:32
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