Ter, 13 de junho de 2017, 16:00

Estudantes do 1º ciclo inauguram sala de acolhimento na UBS Maria do Carmo
Atividade integra Prática de Ensino na Comunidade I (PEC I)

Alunos do 1º ciclo inauguram nesta terça-feira, 13, a Sala de Acolhimento para as crianças na Unidade Básica de Saúde Maria do Carmo, no bairro Ademar de Carvalho. A atividade faz parte da Prática de Ensino na Comunidade, do Departamento de Educação em Saúde do Campus Universitário Professor Antônio Garcia Filho, da Universidade Federal de Sergipe. A criação da Sala partiu de um pedido da população do Campo da Vila, bairro visitado pelos alunos durante as atividades da disciplina da PEC.

A aluna Jeisa Rodrigues, de medicina, informou que a área onde está temporariamente a UBS, já que a sede oficial está em reforma, não oferece uma estrutura adequada para o acolhimento, importante no atendimento no serviço público de saúde."Surgiu essa ideia no nosso grupo de fazer essa sala. Como aqui também tinha essas salas livres, a gente vai criar essa sala para as crianças para tentar melhorar o ambiente ali e possibiltar o ambiente melhor para que as mães ficassem livres e melhorar o ambiente em si",contou Jeisa.

Um levantamento foi realizado em cerca de 40 casas visitadas."A gente pode perceber uma demanda que surgiu na comunidade sobre a questão da falha que tem no acolhimento na UBS Maria do Carmo.Perante a isso, também a quantidade de crianças que a gente percebeu que tinha lá na nossa área (Campo da Vila) a gente resolveu fazer essa área destinada a essas crianças. Muitas vezes as mães ficavam impossibiltadas de vir à UBS por falta de quem deixar o seus filhos", explicou a estudante.A maioria dos brinquedos disponibilizados foi doada e as crianças poderão brincar de amarelinha, com carros, bonecos e bonecas. Também estão à disposição dos pequenos uma barraca,uma mesa para desenho e outra com livros.

Para auxiliar a pesquisa dos universitários, foi usado um questionário para gente analisar epidemiologicamente a comunidade. Foram anotados a idade das pessoas, a condição social, o trabalho. Os dados servem como base para que se conheçam os determinantes sociais que vão interfirir no processo de sáude e de doença. Dessa forma, os estudantes sabem quais as doenças que mais afetam naquele local e que tipos de prevenção precisa haver para melhorar.

Carência de espaço

De acordo com a Assistente Social da UBS Maria do Carmo, Rosana Alves, uma média de 320 crianças são atendidas na UBS e sempre houve a carência de um espaço para o público infantil. Ela disse que ao saber da ideia dos alunos abraçou a causa de primeiro impacto. " Quando os alunos chegaram aqui, achei muito importante. A visão que eles tem, a visão social", declarou. Rosana contou ainda que no região onde está a UBS há muita vulnerabilidade social e quando as crianças chegam no local fazem muito barulho nos corredores. "Ficam abrindo e fechando a tampa do lixeiro", disse.


Alunos na Sala de Acolhimento às crianças na UBS Maria do Carmo com a Assistente Social Rosana Alves (de camisa branca no lado direito da foto)
Alunos na Sala de Acolhimento às crianças na UBS Maria do Carmo com a Assistente Social Rosana Alves (de camisa branca no lado direito da foto)
Livros estão à disposição das crianças na Sala de Acolhimento
Livros estão à disposição das crianças na Sala de Acolhimento

Método bambu

Até chegar à inaugaração da Sala de Acolhimento, foram programadas duas reuniões pelos alunos com os moradores do Campo da Vila. Para realizar os trabalhos, foi usado o Método Bambu, pelo qual os universitários identificaram quais eram os desejos e os sonhos qie a comunidade possuia e depois colocar em prática a demanda. "Algumas pessoas poderam frequentar e muitas crianças frequentaram essas reuniões e a partir daí eles reclamavam muito dos serviços de saúde", contou Jeisa. São, em média, 4 crianças, por família. "Devido a essa questão, a gente resolveu fazer esse ambiente destinado a elas, como o início de melhorar esse acolhimento. Não é o suficiente para resolver tudo mas é um passo", declarou a universitária.

O Método Bambu surgiu em 2002 a partir do Projeto Municípios Saudáveis no Nordeste do Brasil, iniciativa do Núcleo de Saúde Pública e Desenvolvimento Social (NUSP), da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e do Ministério da Saúde. A proposta do método é gerar priorização de ações, da quais definem-se planos locais para a promoção de saúde, estabelecendo o que é possível ser feito para melhorar o lugar onde as pessoas vivem.

Segundo a professora da PEC, Rosiane Dantas Pacheco, o bambu é um material resiliente.A ideia é "que se trabalhe com a comunidade e aí você define vários objetivos. Depois que você define os sonhos,aí define ações, aí define alguns objetivos", contou a docente.


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Atualizado em: Sáb, 17 de junho de 2017, 14:36
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