Sex, 29 de novembro de 2019, 12:12

Docente do campus discute ações intersetoriais com gestão municipal
Ação envolveu representantes de Secretarias municipais
Iniciativa foi originada na tese de doutorado da docente
Iniciativa foi originada na tese de doutorado da docente


A saúde tem que ser vista como uma questão intersetorial, com ação de várias áreas. Pensando nisso, a professora Rosângela Machado, do Departamento de Educação em Saúde, acompanhada de cerca de 30 alunos do primeiro ciclo, apresentou a proposta de integração para representantes das Secretarias Municipais de as Secretarias Municipais de Assistência Social, Comunicação Social, Educação, Desenvolvimento Urbano e Ordem Pública, Ordem Pública e Defesa da Cidadania e Saúde, em reunião realizada na Unidade Básica de Saúde Josefa Barbosa dos Reis, no bairro Ademar de Carvalho.

É uma questão muito simples: nem todos os problemas de saúde vão ser resolvidos exclusivamente pela área de Saúde, é necessário fazer um esforço conjunto. Muitos fatores afetam a saúde de uma pessoa. Uma criança que vive numa área sem saneamento básico, por exemplo, vai sofrer mais com o que chamamos de doenças provocados pelos determinantes ambientais. Por exemplo, em como Pirassununga, no interior de São Paulo, que é uma das cidades com maior IDH do país, a taxa de internação hospitalar é de 1,9% por motivos de doenças parasitárias. Em Lagarto, esse índice é de 9,1%, bem próximo das doenças cardiovasculares que matam m média 10,5% da população mundial”, pontua a docente.


A iniciativa faz parte da tese de doutorado da professora, defendida em 2018. A docente também aponta para o aspecto econômico da prevenção em saúde. &ldquo: Cada R$ 1 que deixa de ser gasto na atenção básica [postos de saúde], é revertido em R$ 4 que tem que ser gastos na alta complexidade [cirurgias, UTIs). Então, uma gestão que investe em prevenção está não apenas promovendo uma melhoria na saúde, mas também contribuindo com a questão econômica”, observa.
No levantamento realizado pela professora Rosângela com moradores das comunidades, a falta de espaços de lazer apareceu em primeiro lugar na lista de problemas percebidos pela população. “Existe uma relação muito direto entre falta de lazer, aumento da criminalidade e adoecimento mental da população, que passa a cada vez mais usar remédios como válvula de escapa”, pontua.


A agente comunitária de saúde Elercy Santana, que também é moradora do bairro Ademar de Carvalho, reforça o pedido da comunidade. “Há um tempo estamos tentando a articulação de uma praça não apenas com brinquedos, mas também com equipamentos que permitam que os adultos pratiquem exercícios físicos, já que temos muitos hipertensos e diabéticos”, observa. Com sinalização positiva da Prefeitura, o projeto deve seguir numa parceria entre Universidade, gestão municipal e iniciativa privada. A docente e a equipe seguirão na discussão da questão com as Secretarias, com a próxima reunião marcada já para o começo de dezembro.
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Cerca de 30 alunos compareceram à reunião
Cerca de 30 alunos compareceram à reunião
Evento contou com representantes de Secretarias
Evento contou com representantes de Secretarias
Atualizado em: Sex, 29 de novembro de 2019, 12:28
Notícias UFS